Coletânea de Pensamentos Desconexos

Todos os pronomes são eu;

Das coisas que a gente sempre sabe. (revisto)

A gente sabe, a gente sempre sabe
quando a coisa está bem ou está mal.
Quando o olho perde o brilho, quando o sorriso ilumina.
A gente sempre sabe quando a mão quer ou não a mão,
quando a presença é ou não mais é imprescindível.
A gente sempre sabe o limite da paixão,
onde transmuta em carinho,
quando vira só admiração
e quando já estava mesmo tudo perdido.

A gente sabe, a gente sempre sabe.

A gente sempre sabe a hora de avançar e a hora de recuar.
A gente sempre sabe reconhecer subterfúgios e estratagemas.
A gente sempre sabe o pulo do gato e a rota de fuga.
A gente sempre sabe o início, o meio e o fim.

A gente sabe, a gente sempre sabe.

E a gente sempre sabe que às vezes a gente corta,
tenta arrancar, lava com álcool e removedor,
mas a coisa fica ainda ali, incubada, latente,
aguardando uma distração para se manifestar.

São velhas conhecidas as mentiras que a gente inventa.

A gente sabe, a gente sempre sabe quando a fonte seca
e quando ainda há água para nossa sede eterna.

© 2004 – 2009, Ana Mangeon. All rights reserved.

No comments

No comments yet. Be the first.

Leave a reply

  • Mais de Mim

  • Linked In
  • Trabalhos
  • Facebook
  • Last FM
  • Twitter


    follow anamangeon at http://twitter.com
  • Últimos Posts

  • Categorias

  • Boas Palavras

  • A Casa Invisível
  • Sem Aspas
  • Faz-me (So)Rir

  • Clients From Hell
  • Stuff No One Told Me
  • Luv Luv Luv
  • Assine o Feed

     RSS