Dimmers
Eu fico e engulo as perguntas em silêncio. Não sei onde você vaga, mas respeito suas perdas de si olhando tediosamente a sua cara de poucos amigos pro mundo. Eu fico sem acreditar que você quer ficar, sem entender o porquê de você se propor estar.
Admiro muda as formas do seu rosto peculiar, mas não alcanço tampouco compreendo.
Vejo-me então pequenina recostada no seu peito, sob seu queixo, catando as migalhas de você que raras vezes escapam de sua boca contra sua vontade.
Eu fico e eu nem sei por que é que eu fico quando eu sei que o quanto você é capaz de se entregar, para mim há de ser sempre muito pouco.
Eu fico quase triste, quase serena. Na esperança que minhas enxaquecas amenizem na sua meia luz.
(Niterói 23/01/2005)
© 2005, Ana Mangeon. All rights reserved.
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