Arquivos de February, 2006
Galeão
Lanço ancoras
Noutras vidas
D’águas profundas
Que vêm a tona
Em tormentas
De lágrimas
Todas as vezes
Que canso
De estar a deriva
E iço minhas velas
Na tua direção.
Negaste-me tua bússola.
Porem me deste,
De consolo, o vento
Que me leva.
Longe.
Perco–me por
mares que eu não sei
Desbravo continentes
que não se vê nos teus mapas.
Muitas são as terras à vista
Onde não te encontro.
Perdi-me
No caminho
para as Índias.