Candle light
Não é fácil lavar as mãos e resistir à vontade de ampará-lo ao perceber a iminência do tropeço. Não é fácil me convencer de que o que eu podia ter dito eu já disse e o que eu podia ter feito, eu já fiz. Incomoda enxergá-lo cru, despido de todas as alegorias: quem era príncipe, no final, não passava de mais um moço confuso e terrívelmente falível.
Todos os dias, descubro nele uma nova fraqueza como ser humano. Por vezes eu as pontuo, mas na maior parte do tempo só suspiro. Eu sinto culpa em me omitir, mas me omito. Eu quero cuidar, eu quero sacodir e eu quero guiar mas minhas cicatrizes me impedem. Nem mesmo minha vocação humanitária supera o tamanho do meu desencanto. É que aquela admiração incondicional deu lugar ao fatalismo. E transformou-se em profunda preguiça o que antes era paixão das mais dedicadas.
Preocupo-me, legitimamente me preocupo.
E foi por isso que fiz tudo que me cabia fazer: acendi uma vela amarela e pedi aos Deuses pra lhe trazerem paz.
© 2009, ana. All rights reserved.
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Ana,
vim parabenizá-la pelos textos e dizer que sou leitora assídua.
Adoro o jeito que você transpõe as coisas que pensa e sente.
Conheci seus textos muito por acaso (uma frase digitada no google, sem querer, me levou a uma de suas cartas ao Márcio) e pronto, passo por aqui sempre, e sempre que posso fico horas lendo textos antigos.
Sempre há algo com o qual eu me identifique, nem que seja os drinks, ou até mesmo o nome.
Esse, hoje, em especial, me caiu bem como a luva.
Enfim, parabéns!
Ana.
eita ana, hoje parecia que vc escrevia por mim. medo. rs.
Faço coro com a Gaby. Medo, muito medo. O_o
P.s.: Plagiei descaradamente – sempre com os devidos créditos, é claro!
E, mais uma vez, Ana, vc descreve em palavras o que vai no meu sentimento…
Adooooooro.
Desculpem, desculpem!! Mas eu vi primeiro! E sou mega grato… ficou estranho isso, de ter Ana Mangeon, ou Donana (acho que ela odeia qdo a chamo assim) bem ali, na mesa da frente! ; P