Arquivos de October, 2009
…e não há nada que você possa fazer a respeito.
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Acordes na trave, notas semitonadas.
(Se fosse perfeito, não seria sobre nós dois.)
Constatação
Essa recente necessidade de me fazer entender matou meus poemas.
1 commentMotivações
Não ter escolha nunca deveria ser uma opção.
Eu simplesmente odeio “ter que”.
Imã
Atrativa, depois repulsiva. Ou vice-versa.
Infelizmente, nunca apenas um dos dois.
Sobre a palavra
Um dos perigos da minha extrema sinceridade é ter o que eu digo entendido como uma verdade, quando é somente o modo como eu observo, percebo, interpreto e sinto as coisas.
2 commentsPedacinhos
Perguntou-me porque eu tinha voltado com aquele risinho besta na cara. Respondi que era o poder relaxante de uma fodinha rápida na escada. Ele deu uma gargalhada.
Lógico que era uma piada.
Eu não queria dividir aquele momento. Dizer a verdade podia permitir que me escapasse dos lábios o paladar adocicado daquela visita repentina; aquele gosto acolhedor de chocolate quente, canela e carinho.
(Não me posso permitir distrair: essas alegrias são esporádicas e sempre altamente perecíveis.)
No commentsPropaganda Enganosa
Ok, eu confesso: não tenho super-poderes.
1 commentAs partes integrantes do livro ilustrado
Olhando fixamente as figuras no monitor, eu repetia para mim mesma que aquele era um pensamento estúpido, mas não houve jeito de me livrar da sensação depreciativa de não servir nem para completar álbum. Uma lágrima me escapou dos olhos e morreu no meu ombro enquanto eu digitava um heheh qualquer.
Desmarquei com os amigos, vesti o pijama. Abri uma garrafa de vinho e acendi um cigarro . A noite estava irremediavelmente perdida.
Agora era reprimir os sentimentos insanos e lidar com exaustão do meu corpo privado de descanso pelo sono que nunca vem quando deveria.
Eu queria muito ser analfabeta de subtextos, gestos e entrelinhas mas o preço que se paga por tentar dominar uma linguagem é estar condenado a sempre compreendê-la muito bem.
1 comment22:00 p.m
Soube quem era a moça antes que ela me disesse seu nome. Sorri achando curioso que ele me tivesse substituído por alguém que me lembrasse tanto a mim mesma.
Nesse momento, aquela discreta sensação de rejeição desapareceu e qualquer resquício de memória se dissipou definitivamente.
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