Por enquanto, até quando.
Essa certeza de que embora as histórias se desenvolvam dos jeitos mais inusitados, seus finais serão sempre aquele que eu já conheço. É como se todas as estradas levassem a um mesmo destino; aquela mesma terra inóspita que mora em mim e me abriga, onde a beleza do caminho esmaece, as cores ficam pálidas e o ímpeto heróico de entrar na minha vida esmorece em uma manobra evasiva instintiva que eu sou capaz de prever muito antes do processo de desaparecer começar.
Eu posso intuir o fim no primeiro olá. Ainda assim, me alegro com o por enquanto, aceito o que me pode ser dado, até quando. Tento aproveitar ao máximo esses romantismos com morte anunciada. Mas devo confessar que frequentemente me pego a questionar se sou eu quem faz tudo errado ou a felicidade de amar é natualmente assim, tão precária…
Nessas horas, não sei se o que escrevo são versos de amor ou epitáfios.
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Suspiro.
…
as vezes acho que você sou eu ou eu sou você. não entendo de que modo pode duas pessoas sentirem coisas tão iguais e no mesmo momento. todos os dias eu venho te ver, e parece um espelho.
difícil saber. fiquemos na torcida de por enquantos longos e doces…