Ao Marraschino
Um pensamento fixo, obcecado pelo pouco que falta. Um outro lamentando o tanto que em vão, transborda.
De desencontro em desencontro, vou sofisticando minha receita de incompletude até ser capaz de dar a ela um sabor alegre e artificial de vida.
Não se engane; eu sou como aquelas bolinhas de chuchu que quando embebidas em licor forte, encantam os olhos com doce ilusão das cerejas.
© 2009 – 2010, Ana Mangeon. All rights reserved.
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como diria o drummond, “sempre fica um resto”, ou algo assim…acho que na rosa do povo…
a imagem das cerejas (a ilusão, no caso) é ótima, apesar da amargura certeira da sentença.
o chuchu pode ter elegância também.
abraço