Archive for August, 2010

Freática

Minhas íris embotadas escondem uma menina dos olhos que sorri para o papel em branco. Perpetua-se meu silêncio: árido, inóspito e surpreendentemente confortável.

Se quiseres minha poesia, terás, primeiro, que encontrá-la nos lençóis da minha alma. E então, te dispores a cavar um poço.

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Criptografia

Na intenção negada,
uma vontade contida.
Nos reprimidos verbos,
interpretação e contexto.
No que não dizemos,
a poesia atrevida.
- Tatuei beijos
por todo o corpo
desse texto.

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