Archive for the 'Confissões' Category

Bem…

eu tentei escrever algo sobre 2011, mas a única palavra que me me ocorre é “ok”"

E “ok” é uma paz sem fim.

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Equações Noturnas

{rivobanzo > minhocas na cabeça ⇔ ∄ sono ∈ Ana}

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Rosário

Com a conta na ponta dos dedos,
feliz e ao pecado entregue,
rezo a Deus para que assim me guarde
e peço ao Diabo lhe carregue.

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Aí,
me bate
aquela saudade
da vida
como ela
era.

Ou como
não era
mas,
quem dera,
fosse.

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Sobre medos e movimentos

Devo-lhe dizer que eu não sou uma pessoa dotada de muita paciência. Talvez em algum momento tenha sido, mas, se fui, isso é algo que se perdeu nas intempéries dessa vida. Eu tenho muita ansiedade. Uma pressa que me faz as pernas trôpegas e uma sede de goladas largas que sempre me leva ao engasgo. Eu não sei aguardar os tempo das coisas. Eu colho os frutos ainda verdes. Eu  leio a última página dos livros antes da primeira. Escrevo poemas que sempre começam pelo verso final. Eu tenho essa pretensão de sempre saber como tudo termina e essa compulsão por construir meios e inícios que façam parecer que valeu a pena.

Devo-lhe dizer que estou com medo. Medo de não saber me portar. Medo de não saber esperar.  Medo de que não haja no fundo nada a aguardar. Medo das peças que minha mente dada a fantasias possa me pregar. Medo, eu devo lhe dizer que estou morta de medo.

Mas também lhe devo segredar que é um medo muito gostoso pois tem gosto de vida.

(E o bom dos medos saborosos é que eles assustam mas nunca imobilizam.)

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Pensamentos Desconexos

Há dias em que eu sou o vento. Noutros vela e o timão. Há dias em que sou os três; nesses, eu sempre entendo o propósito das âncoras

Nem toda fuga é garantia de libertação.

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