Archive for the 'Filosofia Barata' Category

Twitadas

Frase do dia: Não existe namorado workaholic. Só namorado sem coragem de te dar um pé na bunda.

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Id

Não adianta. Chega uma hora que a energia esgota. Não a do corpo. Os olhos continuam abertos, indagando, procurando o que olhar e o coração alterna ritmos sem se lembrar que faz tempo que o carnaval terminou. Culpe o café, a Coca-Cola. Culpe minha essência e as substâncias.

A idéia nunca repousa. Ela fica se debatendo dentro do crânio, a idéia parece uma enxaqueca latejando compassadamente dentro da cabeça. Eu apago as luzes, ela vira pensamento. Eu fecho os olhos, ela aparece nos sonhos. Eu fecho janelas. Eu fecho cortinas. Eu me fecho, mas a idéia não me deixa.

A idéia às vezes se chama futuro, outras se chama romance. Quase sempre a idéia se chama eu. Tem dias que a idéia é um seixo de chumbo no estômago. Em outros é a ausência do ar nos pulmões.

Hoje a idéia é cansaço e regozijo. Desgosto e admiração. Tédio e sobrecarga. É saudade e resignação.

A idéia é a mão trêmula que não segura, o braço que afasta. A idéia não me deixa e eu não a deixo me deixar.

A idéia poderia ser palavra, verbo, verso, gesto, ato, pacto, luta, tato, faro, respiração e gozo. Mas não é.

E não há nada que eu possa fazer, pois a idéia está muito confortavel na sua forma de suspiro.

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Outsider?

Trazidas pelas mãos magnânimas de um amigo, eis que a pouco menos de um ano eu desembarquei em São Paulo para trabalhar numa agência de propaganda online. O que eu sabia desse mundo? Necas. O que eu sei hoje? Provavelmente 0,001 do que eu poderia (deveria?) saber. Mas eu acho que estou começando a pegar o jeito da coisa. O curioso é que quanto mais eu me proponho a imergir nesse mundo, mas eu me sinto feito afogada.

Não é pelo trabalho em si e seus porquês – pela primeira vez na vida eu faço o que eu realmente gosto – mas por todo esse culto aos gadgets, às coisinhas fofas e fúteis e a todos os nomes que eu devia saber para conseguir manter o chit-chat e ser assim, um bocadinho mais cool. Como eu posso fazer parte se eu nunca sei o nome de nada, a data de nada? Se eu ando enjoada de tequila? Se me apavora ver minha conta no negativo? Se eu odeio os anos 80? Se sou eu quem faz a faxina na minha casa? Se eu não tenho nem Ipod ?Se às vezes me irrita essa pompa de nome-e-sobrenome?

Eu fico pensando, pensando. É um mundo que me oprime um pouco. Me cansa esse papo de quadrinho, vídeo game e Google o tempo todo. E eu me sinto péssima quando me vejo me inteirando pra poder participar de conversas que não me dão um pingo de tesão.

Mas o que me incomoda mais nesse mundo, é perceber que na maior parte do tempo eu não sei distinguir o que é simpatia sincera e do que é apenas networking.

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Boo…

O céu se desfaz liquefeito e a temperatura descende. Eu fecho as janelas, mas ainda assim ouço o ruído dos carros passando na avenida molhada e que me lembra o mar. São Paulo já não me agride tanto(também não me agrada tanto). Eu estou com frio.

Os trinta e cinco metros quadrados do meu apartamento são muito espaço para o movimento de meu corpo débil. E muito pouco para o vôo lânguido dos fantasmas.

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Contendo reações verbais exacerbadas. (Ou quase isso)

Eu ia escrever falando de uma pequena frustração noturna que podia estragar um dia onde coisas curiosamente boas aconteceram. Aí pensei que eu estava reagindo mal e me peguei me perguntando se frustração e surpresa não são conseqüências diferentes de uma mesma coisa; estar sempre olhando com a perspectiva errada. Ou fora de foco. Ou através de lentes cor de rosa.

Vai saber…

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Dicionário da Homeopatia Romântica.

Sintoma: suores noturnos

“…
Torna-se somente preocupante quando o paciente começa a sentir muito calor à noite e não conseguir mais dormir. A ter vontade de ligar mas desistir. A abrir cervejas chocas e rimar clichês até o amanhecer.”

(pag 156, paragrafo 11o)

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