Arquivo por categoria 'suspiros'
Graham St. Station – 2:31 p.m
É curioso pois estar fora traz a sensação de poder-se recomeçar do zero e do zero ser exatamente o ponto onde eu estou – sem retrocessos nem remorsos, portanto. Sinto-me reiniciando apesar da certeza do meu retorno. Não há dúvidas de que eu volto na data combinada mas, ainda assim, vez ou outra me corre um daqueles arrepios na espinha que me acometem toda vez que algo inesperado está prestes a acontecer e mudar completamente o rumo tranquilo das coisas já encaminhadas na minha vida. Não sei se é destino ou maldição, mas eu nunca resisto aos atalhos. Eu não respeito as portas marcadas com “staff only”. Haverá qualquer surpresa me aguardando em casa? Levarei a surpresa na bagagem? Não sei. Apenas sinto em minha alma sua iminência e me concentro em controlar as expectativas. As expectativas têm um poder malígno de arruinar os gracejos do destino e o ser humano tem essa vocação natural para a decepção. Decepciono-me com frequência, por isso evito as expectativas; para amenizar os revezes da minha humanidade.
7 commentsRed Flag
Dois posts no mesmo dia. Alerta!
(Não, isso não é um post. Só pensei alto)
Post it
Eu não preciso do meus versos quando eu tenho seus gestos.
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Acordei achando um pecado que certas alegrias nunca reverberem.
No commentsImã
Atrativa, depois repulsiva. Ou vice-versa.
Infelizmente, nunca apenas um dos dois.
Sobre a palavra
Um dos perigos da minha extrema sinceridade é ter o que eu digo entendido como uma verdade, quando é somente o modo como eu observo, percebo, interpreto e sinto as coisas.
2 commentsAs partes integrantes do livro ilustrado
Olhando fixamente as figuras no monitor, eu repetia para mim mesma que aquele era um pensamento estúpido, mas não houve jeito de me livrar da sensação depreciativa de não servir nem para completar álbum. Uma lágrima me escapou dos olhos e morreu no meu ombro enquanto eu digitava um heheh qualquer.
Desmarquei com os amigos, vesti o pijama. Abri uma garrafa de vinho e acendi um cigarro . A noite estava irremediavelmente perdida.
Agora era reprimir os sentimentos insanos e lidar com exaustão do meu corpo privado de descanso pelo sono que nunca vem quando deveria.
Eu queria muito ser analfabeta de subtextos, gestos e entrelinhas mas o preço que se paga por tentar dominar uma linguagem é estar condenado a sempre compreendê-la muito bem.
1 commentMood
Inóspita.
No commentsAprendizados
Não adianta lutar contra um “nunca” dito com sincera fé.
2 commentsPensamentos Desconexos
Às vezes eu fico na dúvida se eu sou arrogante demais ou inocente demais.
Quase sempre eu acredito que o mundo está em negação.
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